NA OFICINA
Para os formandos esta é uma oportunidade única para conhecerem os rudimentos técnicos de uma profissão que tem vindo a desaparecer e para construir, de raiz, um modelo de uma embarcação tradicional com rigor histórico e qualidade museológica.
Os nossos alunos são oriundos dos mais variados horizontes profissionais e encontram-se em fases diversificadas do seu percurso pessoal. Comungam a mesma paixão pelas embarcações do Tejo e o desejo de as reproduzir sob a forma de um pequeno modelo à escala.
O aluno Emílio Bauza recorta uma baliza na serra estacionária. Antigo oficial da marinha de guerra espanhola, esta é a sua primeira experiência em modelismo naval.
O aluno Manuel Antunes verifica o alinhamento e a esquadria da peça axial da sua Enviada do Seixal. O Manuel é membro da Associação de Modelismo de Almada.
O aluno Alberto Vicente desenha as peças da estrutura do modelo numa prancha de contraplacado marítimo. O Alberto já reconstruiu uma embarcação à escala real, mas é a primeira vez que está a trabalhar num modelo em madeira.
O Jorge Freire satisfeito com a estrutura do modelo. O Jorge é arqueólogo naval, especialista em embarcações romanas e está actualmente a fazer o levantamento arqueográfico de um grande navio naufragado na embocadura do Tejo. Esta é a sua primeira experiência de modelismo naval.
O aluno Arlindo Fragoso afina à lima os entalhes da peça axial da sua Enviada do Seixal antes de colocar as balizas. O Arlindo navega regularmente nas embarcações tradicionais do Tejo, mas é a primeira vez que se vê envolvido na construção de um modelo à escala.
O aluno Jorge Rodrigues acabou de colar a estrutura do modelo e verifica a quantidade de madeira que terá de desbastar nos cantos das balizas da ré para que as tábuas do forro se acondicionem convenientemente. O Jorge tem já bastante experiência na construção de modelos e é o autor de uma das canoas da picada que foram construídas autonomamente por vários colegas modelistas que seguiram pela Internet os trabalhos do curso anterior.
O Rui Pericão molda na lixadeira estacionária os enchimentos que deverão ser colocados junto à roda de proa para fixar o forro. O Rui tem uma larga experiência de navegação em percursos oceânicos em veleiros de grande porte. Esta é a sua primeira experiência na construção de modelos.
As aulas decorrem às terças e quintas à noite e durante todo o dia do último sábado de cada mês e são orientadas pelo colaborador do Ecomuseu Municipal do Seixal e modelista naval Carlos Montalvão, finalista do Curso de Mestrado em História Marítima (Faculdade de Letras/Escola Naval) com uma tese já entregue e a aguardar arguição sobre a construção das naus da Carreira da Índia, nos finais do século XVI princípios do século XVII intitulada: O “Livro da Fabrica das Naos” de Fernando Oliveira. Princípios e Procedimentos de Construção Naval.
O Carlos é autor de modelos em exposição museológica, de artigos sobre modelismo publicados em Portugal e no estrangeiro e de um livro sobre construção de modelos, editado pela Comissão Portuguesa de História Militar, que foi recentemente galardoado com o Prémio Almirante Teixeira da Mota, da Academia de Marinha, intitulado: O Xaveco Marroquino (séc. XVIII) - A Construção do modelo / Le Chébec Marocain (XVIIIe siècle) - La construction du modèle.
O Carlos é autor de modelos em exposição museológica, de artigos sobre modelismo publicados em Portugal e no estrangeiro e de um livro sobre construção de modelos, editado pela Comissão Portuguesa de História Militar, que foi recentemente galardoado com o Prémio Almirante Teixeira da Mota, da Academia de Marinha, intitulado: O Xaveco Marroquino (séc. XVIII) - A Construção do modelo / Le Chébec Marocain (XVIIIe siècle) - La construction du modèle.